Blue Whale (o jogo suicida da baleia azul). Verdade ou mito?
Blue Whale (o jogo suicida da baleia azul). Verdade ou mito?
Blue Whale (o jogo suicida da baleia azul). Verdade ou mito?
Saúde Mental

Blue Whale (o jogo suicida da baleia azul). Verdade ou mito?

Psicóloga Jóice Bruxel
escrito por
Jóice Bruxel
4 min de leitura
Tudo o que você precisa saber sobre Psicoterapia [GUIA COMPLETO 2018] → Psicóloga Jóice Bruxel

Baixe agora o Guia Completo Sobre Psicoterapia [2018]!

Claro, objetivo e no formato de perguntas e respostas.
O e-book é gratuito e baixando AGORA você ganha um bônus especial!

Baixar e-book grátis!


O que é Blue Whale e como funciona?

Blue Whale é um jogo online que tem como finalidade o suicídio. Os participantes do jogo devem realizar tarefas e enviar registros de seus feitos para os curadores ou então postar na web algumas mensagens subliminares, como uma foto de uma baleia azul, por exemplo.

Curadores são as pessoas que delegam e também recebem o comprovante das tarefas (vídeos, fotos) e resumidamente, manipulam os jogadores através da persuasão, para que eles permaneçam no jogo. Acredita-se também que os curadores ameacem e chantageiem os participantes, no caso de algum deles querer desistir.

No total são 50 tarefas. Apesar de ter acesso as supostas tarefas, eu não vou as expor aqui, pois não quero que este texto seja usado de  forma errada.

Resumidamente, as tarefas vão desde tarefas simples (como desenhar uma baleia), assistir vídeos psicodélicos e de terror de madrugada, como também a tarefas mais complexas, como de automutilação, por exemplo. E sim, a última das 50 tarefas, é o suicídio.

P.S.: Existem várias tarefas de automutilação, e a automutilação pode ser visível! Fique atento aos sinais! Preste atenção nas pessoas que o cercam!

depressão

O que fazer se alguém próximo a mim estiver jogando o jogo? Como devo proceder?

O primeiro passo é manter a calma! Eu sei que você deve estar assustado, mas o seu comportamento neste momento não pode ser impulsivo, rude ou agressivo.

Antes de qualquer coisa, você precisa acolher a outra pessoa, amar, tratar com carinho respeito e afeto. Sim, o afeto é muito importante nessas horas e faz toda a diferença.

Sente com ela, converse, e ouça mais do que qualquer outra coisa. Abrace. Pergunte como ela se sente, o motivo pela qual ela entrou no jogo e mostre que você está ao lado dela, incondicionalmente. Não a julgue. Em hipótese alguma, a culpe. Você não precisa entender, mas precisa acolher. Não menospreze a forma como ela se sente.  As batalhas são individuais e invisíveis. Tenha sempre consciência disso.

Não deixe a pessoa sozinha e procure ajuda psicológica e psiquiátrica com urgência. Essa pessoa precisa de tratamento e cuidado.

Mas entenda: o cuidado não é só terapêutico e medicamentoso, é também afetivo. Cuide dela. Permaneça atento.

Mas quem é que jogaria um jogo desses, se tem como finalidade, a morte?

Tenho ouvido (e lido) muitos comentários maldosos a respeito do tipo de pessoa que entraria em um jogo que tem como objetivo final, a morte. Comentários preconceituosos e totalmente equivocados, fazendo uma salada mista sobre suicídio, depressão e transtornos mentais.

É muito provável que alguém que se sinta atraído ou desafiado a jogar esse tipo de jogo, seja uma pessoa que já tenha ideação suicida, e é mais provável ainda que esta ideação esteja atrelada a depressão ou algum transtorno, como Transtorno Afetivo Bipolar (TAB), por exemplo.  Pode ser também alguém que esteja emocionalmente fragilizado ou simplesmente alguém muito curioso (apesar de menos provável, acredito que seja possível).

Você não precisa entender como uma pessoa que participaria do jogo pensa ou o que ela sente, mas você precisa respeitar. Todo o seu achismo é baseado na sua vivência, na sua perspectiva e percepção. Antes de sair julgando ou reproduzindo falas completamente equivocadas sobre depressão, suicídio e transtornos mentais, leia, pesquise, busque conteúdo. Aprenda. Isso também é urgente.

Suicídio não é opção, é a falta de uma opção. É desespero. Cansaço. Sofrimento. Desistência.  Busca. Ambiguidade: uma forma de encontrar na morte, uma opção à vida. É perturbador. É um fim que para muitos, representa um novo início.

E não, provavelmente você não vai entender e não precisa. E eu espero que você não precise sentir na pele para aprender a respeitar.

suicídio

Mas afinal de contas, o jogo é verdade ou mito? As pessoas estão realmente morrendo por causa dele?

Não sei. O fato é que não é possível afirmar que a causa das mortes é o jogo, em si. E na verdade, se você chegou até aqui, o que eu quero dizer pra você é que pouco importa.  O que realmente importa é que os números não mentem: o suicídio tem aumentado de uma forma brutal. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) a cada 40 segundos, uma pessoa se suicida no mundo.

E essa deve ser a nossa causa: o suicídio. Ou melhor, a prevenção dele. Independente de este jogo ser verídico e ser a causa de várias mortes mundo a fora (ou não), o problema é real, atual, e ele está perto de nós. Do nosso lado. De todos nós. Aqui e agora.

Preste atenção nas pessoas que estão perto de você. Seja afetuoso. Tenha empatia. Se disponibilize a ajudar e se preocupe verdadeiramente. Busque informação.

Como eu citei no artigo sobre os 4 mitos frequentes sobre o suicídio, existe uma ambivalência no ato, ao mesmo tempo em que o sujeito vai atrás da morte (o que para ele, pode significar a finalização de algum problema ou até então de uma existência, que para ele, pode não fazer mais sentido), ele deseja algum tipo de intervenção externa. Algo que solucione o seu problema e lhe dê algum tipo de direcionamento.

Grande parte dos suicídios poderia ser evitado se houvesse algum tipo de intervenção. O outro também é responsabilidade sua!

P.S.: Se você chegou até aqui porque por algum momento, passou pela sua cabeça participar do jogo ou se suicidar, não tenha vergonha de pedir ajuda. Eu e muitas pessoas podemos lhe ajudar. Envie-me uma mensagem, nós podemos conversar!

Você também pode entrar em contato com o CVV (Centro de Valorização da Vida) através do número 141 ou pelo site:  www.cvv.org.br

Você não está sozinho (a)!

Jóice Bruxel
Psicóloga CRP-08/25350
Gostaria de agendar uma consulta?

Deixe seu comentário

Artigos relacionados

Quero agendar uma consulta!